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domingo, 15 de janeiro de 2012

Edição 2012 da CES bate recorde de público e de espaço


A ausência da Apple e o anúncio de que este ano marca a última grande aparição da Microsoft na CES talvez indicasse o arrefecimento da maior feira de eletrônicos do mundo. Entretanto, de acordo com a CEA (Consumer Electronics Association, organizadora do evento), o festival de gadgets vai de vento em poupa.
Para comprovar, a organização divulgou alguns números bastante impressionantes da edição de 2012. O primeiro deles é a participação de 153 mil pessoas, incluindo aí exibidores, analistas, jornalistas e a equipe que ajudou a feira a acontecer. É a maior quantidade já alcançada pela feira que ocorreu a primeira vez em 1967, em Nova York, 2% a mais de gente do que em 2011.
Além disso, outro dado impressionante é o do espaço ocupado pela feira, também o maior de todos nos 45 anos de feira: 167.490 metros quadrados de exibição, superando em quase 4 mil metros quadrados o recorde anterior que era de 2008. Pelo visto, parece que a CES ainda tem muita lenha para queimar.

6 tecnologias fracassadas surgidas na CES

Não basta um produto ser excelente, é preciso também que ele atenda as necessidades dos consumidores no mercado, o que nem sempre acontece. Esse é o caso de alguns aparelhos lançados na CES que, embora promissores, acabam não vingando por estarem muito à frente do seu tempo.
O site Mental Floss preparou uma lista com alguns desses equipamentos que poderiam ter sido um grande sucesso na época ou que posteriormente ganharam versões melhores e mais eficazes, mas que por terem chegado ao mercado na hora errada acabaram acumulando pós nas prateleiras.

Sony Data Discman (1991)

(Fonte da imagem: Mental Floss)
 Há pouco mais de 20 anos, a Sony teve a ideia de criar uma espécie de leitor digital. O dispositivo foi batizado de Sony Data Discman e chegou apenas às lojas do Japão do US$ 450. Com tela de 3,5 polegadas, o display que seria utilizado para leitura de livros, visualização de imagens e, claro, ouvir CDs, acabou se mostrando um fracasso. Anos depois, os leitores digitais se tornaram uma verdadeira febre entre os consumidores.

AT&T VideoPhone 2500 (1993)

(Fonte da imagem: Mental Floss)
 A ideia de poder conversar com alguém por telefone vendo a imagem de quem está do outro lado da linha sempre pareceu bastante atrativa. Em 1993, a AT&T apostou nisso com o Video Phone. A iniciativa, que hoje é comum nos smartphones modernos, não vingou e o produto — que custava absurdos US$ 1,5 mil — acabou saindo do mercado antes da hora.

Sega Activator (1993)

(Fonte da imagem: Mental Floss)
 Considerado um dos priores acessórios já feitos para video game, o Sega Activator pode ser considerado um embrião distante do Kinect. O aparelho nada mais era do que um octógono colocado no chão que permitia ao jogador ter os seus movimentos capturados enquanto jogavam. O acessório era adaptado ao Mega Drive, mas a resposta aos comandos era péssima. Logo, não durou muito.

AT&T Edge 16 (1993)

Jogar online com seu amigo hoje é algo bastante comum, mas 1993 essa possibilidade não só era remota como também não atraia muita gente. Pensando nisso, a SEGA, em parceria com a AT&T, lançaram um dispositivo chamado Edge 16, que permitia aos jogadores se conectarem via telefone para jogar games em dupla no Mega Drive. Adivinhe o que aconteceu? Ninguém deu bola para a ideia.

Commercial Brake (1994)

Em 1994 um produto foi anunciado como revolucionário em termos de entretenimento. O Commercial Brake permitiria que o consumidor ao gravar em fitas VHS a programação da TV pudesse automaticamente suprimir os intervalos comerciais. A ideia ganhou muita publicidade e dois anos depois o produto chegou ao mercado. Pena que no mesmo ano o DVD também chegou às lojas e as fitas VHS aos poucos foram deixando de existir.

The Listen Up Player (1997)

(Fonte da imagem: Mental Floss)
 Primeiro player de MP3 do mercado, o The Listen Up Player chegou aos consumidores em uma época em que muito pouca gente tinha arquivos de áudio em MP3. Por isso, embora interessante, o portátil vendeu apenas 25 unidades, saindo de linha rapidamente. Anos depois os MP3 Players se tornariam quase indispensáveis, mas aí já era tarde demais para o The Listen Up.


Fonte: Tecmundo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

CES 2012: Na despedida, Microsoft abre caminho para Nokia

O estande da Microsoft na CES 2012 se manteve lotado nos primeiros dias da feira. Mais do que ver os produtos, que incluem o Windows 8 (que deve chegar no final do ano) e os aparelhos com Windows Phone de diversos fabricantes, os visitantes querem mesmo é estar no estande da Microsoft pela última vez, já que a empresa anunciou que este ano encerra sua participação na CES.

Isso significa também que, pela primeira vez em mais de uma década, um executivo da Microsoft não discursará durante a abertura do evento, em Las Vegas (EUA). No total, a CES já teve 11 discursos de Bill Gates, fundador da Microsoft, e depois de sua saída, mais quatro discursos de Steve Ballmer. Neste período, a Microsoft adiantou as principais novidades a serem lançadas durante o ano. A atenção ao discurso também ajudou a atrair outros importantes expositores, o que fez a CES quase dobrar de tamanho desde 1995.
Estande da Microsoft
Estande da Microsoft: última participação na feira promove Xbox, Windows 8 e Windows Phone
Sobre a saída da maior feira de tecnologia do mundo, a Microsoft afirmou em comunicado que, devido ao seu tamanho e variedade de produtos, é difícil conciliar seus lançamentos com as datas CES. Com o descompasso, a falta de novidades concretas fica clara no discurso morno de Ballmer durante o evento. Em 2012, quando todos queriam ouvir mais detalhes sobre o Windows 8, nova versão do sistema operacional da Microsoft para PCs (e tablets), o que receberam foi uma demonstração rápida de muitos recursos já conhecidos e anunciados.


No grande estande da Microsoft, a empresa promoveu a interface Metro, que com a chegada do Windows 8 estará presente em todos os principais produtos, como Xbox e Windows Phone. “Estou muito otimista com o Windows Phone, porque representa uma maneira diferente e melhor de acessar redes sociais, e-mail e web no smartphone”, disse Ballmer, durante a abertura da CES, na última terça-feira (10).
O Windows Phone ganhou especial atenção da empresa, com uma bancada com os últimos modelos lançados com a plataforma, de marcas como HTC, Samsung e LG. Os aparelhos da Nokia também estavam presentes e muitos visitantes puderam testar o Lumia 800 e o Lumia 710. A grande novidade do evento com Windows Phone, o Lumia 900, não estava no estande da Microsoft.


Microsoft leva visitantes para Nokia
Ao perguntar para os promotores do estande da Microsoft sobre o Lumia 900, a resposta é clara: “Você precisa ir ao estande da Nokia para ver este aparelho”. Em seguida, os promotores propõem ao visitante que, se ele visitar o estande da Nokia e depois voltar ao da Microsoft, receberá carimbos em um cartão promocional e concorrerá a smartphones com Windows Phone. Como o estande da Nokia estava fora do pavilhão principal, a Microsoft faz o possível para direcionar os visitantes para sua parceria mais importante.
Estande da Nokia: forte aposta no Windows Phone

Outro impulso para a Nokia foi a participação do CEO da Microsoft em sua coletiva de imprensa, horas antes do início da abertura da CES. Nesta coletiva, o Lumia 900 foi anunciado nos Estados Unidos, mercado em que a Nokia tem pouca participação. “O Windows Phone representa um novo começo da Nokia no mercado americano”, disse o CEO da Nokia, durante evento pré-CES.
A Nokia demorou cerca de três anos para anunciar sua nova estratégia para o mercado de smartphones, que decolou com o lançamento do iPhone, em 2007. Apesar disso, a empresa têm sido ágil para lançar aparelhos com Windows Phone. Em quase um ano desde que a Nokia anunciou a parceria com a Microsoft, a empresa já lançou três smartphones.



Lumia 900: longe das mãos dos visitantes
Lumia 900 protegido por caixa de vidro
Na CES 2012, no entanto, muitos dos visitantes direcionados pela gigante Microsoft para o estande da Nokia, se decepcionam ao chegar. O Lumia 900, motivo do interesse da maior parte deles, é exibido em poucas bancadas do estande, mas está lacrado dentro de uma caixa transparente, de onde não pode ser retirado.
Alguns promotores da Nokia, os mais experientes, receberam um Lumia 900 para demonstrar aos visitantes. Quando as pessoas pedem para segurar o aparelho, a resposta é clara: “Não posso deixar que segure o aparelho”.
O motivo, porém, não está claro. “Não sabemos por que não podemos deixar os visitantes manusearem o aparelho”, disse um dos promotores ao iG. Apesar da proibição no estande, a Nokia fez um bom trabalho ao se reapresentar para o mercado americano como uma fabricante apenas de smartphones de ponta. E a ausência de aparelhos mais recentes com o sistema Symbian e do N9 (que roda MeeGo) reforça a posição da empresa em apostar todas as suas fichas no Windows Phone.
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